OS 3 ANIMES QUE MARCARAM MINHA INFÂNCIA
Reviva a nostalgia dos anos 90 através de uma jornada pessoal pelos animes que marcaram uma geração. Neste post, compartilho minhas memórias com três clássicos inesquecíveis. E no final, quero saber: quais animes marcaram a sua infância?




Se você cresceu nos anos 90, provavelmente vai entender exatamente o que eu vou dizer aqui. Tinha algo de mágico naquela época. O som da TV de tubo ligando… o chiado da imagem… a ansiedade pra não perder o começo do episódio. Sem internet, sem streaming, sem replay fácil. Era assistir ou… perder.
E talvez por isso tudo fosse mais intenso, mais emocionante e mais marcante com certeza.
Cada episódio parecia um evento. Cada história, uma experiência. E foi assim que alguns animes não só me entretiveram — eles ficaram marcados na minha memória de um jeito que até hoje eu consigo sentir.
E neste blog quero compartilhar com você os 3 animes que mais marcaram a minha infância.
3º Lugar – Dragon Ball Z
Não tem como falar dos anos 90 sem falar de Dragon Ball Z.
Mas vou ser sincero aqui: esse não foi um anime que me cativou de primeira. Lembro de assistir esporadicamente Dragon Ball (Goku criança) quando passava no SBT, numa época em que a emissora não dava muita importância para a continuidade da programação. Então, eu não conseguia acompanhar a história episódio por episódio, apenas episódios soltos, o que fazia com que eu ficasse boiando na maioria das vezes.
Quando meus colegas começaram a comentar sobre Dragon Ball Z, que por ventura passava no Cartoon Network, e eu não tinha TV a cabo, não conseguia ligar os acontecimentos e os personagens do Dragon Ball original com o Z. Novamente, eu ficava sem entender aquele anime de pessoas voando para lá e para cá e disparando raios para todos os lados.
Só fui começar a acompanhar de verdade quando, no grupo de amigos em que jogávamos RPG, foi sugerido mestrar uma campanha de Dragon Ball Z — justamente quando o anime começou a passar na Band. Foi aí que ele realmente me pegou.
Era quase um ritual: chegar da escola, ligar a TV correndo e torcer para não ter perdido nada. E, quando a saga estava em um momento decisivo… então…


Lembro da primeira vez que vi o episódio em que Goku finalmente se transformou em Super Saiyajin… Aquilo não era só um episódio. Era um momento histórico. Arrepio até hoje.
No dia seguinte, a escola inteira só falava disso. Era discussão, teoria, emoção. Era como se todos estivéssemos vivendo aquilo juntos. E jogar RPG com meus amigos deixou essa experiência marcada na minha infância para sempre.
Dragon Ball Z me marcou pela intensidade, pela emoção e por ter sido o primeiro anime que realmente assisti do início ao fim, episódio por episódio.
2º Lugar – Os Cavaleiros do Zodíaco


Esse aqui não teve como… A Manchete, nessa época, não perdia tempo. Enquanto já passava tokusatsu que eu assistia todos os dias — Winspector, Changeman e Jiban —, ela anunciou esse anime.
Armaduras espetaculares, poderes e pancadaria com sangue jorrando para todo lado (sem censura)… com certeza chamou a atenção de todo mundo.
Não era só luta. Era sacrifício, dor, amizade… e uma carga emocional muito mais intensa do que a gente estava acostumado na época. E, com a trilha sonora inconfundível, foi impossível não virar fã.
Só tinha um problema: eu tinha apenas 7 anos e pais mega conservadores. Então, o jeito era assistir escondido. Mas me lembro que não perdia nenhum episódio. Infelizmente, a Manchete reprisava e reiniciava os episódios a todo momento. Pesquisando depois, descobri que isso acontecia porque não tinham todos os episódios (eram comprados em lotes) e também por atrasos na dublagem. Por isso, só fui assistir à saga completa anos mais tarde.
Enfim, sei que hoje CDZ é pouco aclamado pela geração atual, mas, sem dúvida, foi — para mim e para uma legião de crianças dos anos 90 — algo inesquecível. Crianças que ficavam tentando soltar um “Meteoro de Pégaso” ou um “Cólera do Dragão” nas brincadeiras de rua.
Um divisor de águas numa época de desenhos da Disney na TV Colosso e Chaves no SBT…
Bons tempos… bons tempos…
1º Lugar – yu yu hakusho


Yu Yu Hakusho, meus amigos… esse aqui foi curioso! E não, eu não assisti a tudo quando passou na Manchete pela primeira vez.
Mas me lembro claramente de cenas absurdamente marcantes… Lembro de ligar a TV numa tarde qualquer e ver uma luta entre um camarada esquisito, com cara de tonto, contra um baixinho de chapéu na cabeça. À primeira vista, não parecia grande coisa, mas, durante a luta, o baixinho solta um feitiço no cara e o deixa minúsculo. Ele pega o sujeito como se fosse um boneco de pano e o tortura sem dó, chegando ao clímax de quebrar o braço dele como se fosse um graveto (cena pesada). Eu não sabia o contexto, nem a história, nem ao menos o nome dos personagens, mas aquilo ficou anos na minha memória.
Outro dia, assistindo ao mesmo anime aleatoriamente, vi um cara de cabelo preto espetado, mal-encarado e com uma espada (visual louco demais) lutando com um monstro de tanguinha. Novamente, nada demais aparentemente… acontece que, em poucos segundos, o garoto da espada decepa o braço do adversário e depois finca a espada no crânio do indivíduo… rapaz, que cena.
Mas isso não foi o suficiente para me interessar pelo anime naquela época — porém, com certeza, ficou na lembrança. Anos depois, muitos anos mesmo, já adulto e pai de família, resolvi maratonar um anime. Foi então que vi a capa de Yu Yu Hakusho em algum site de download de episódios (ainda não existiam streamings). Logo lembrei daquelas cenas que vi lááá quando criança e fiquei na expectativa de um anime de lutas marcantes.
Rapaz… não foi só isso. Logo no primeiro episódio, o anime me pegou em cheio, quase um “absolute cinema”. A cena do velório do Yusuke tem uma carga emocional tão grande que pode facilmente fazer um marmanjo soltar algumas lágrimas. Ali eu entendi que não era só um anime de luta.
História envolvente, personagens ultra carismáticos, inimigos relevantes, trilha sonora surreal e uma dublagem perfeita fizeram dessa obra de arte o meu anime favorito — aquele tipo de pódio em que o primeiro colocado nem vê o segundo pelo retrovisor.
E sim… eu revi aquelas cenas da minha infância — e várias outras se tornaram memoráveis. E o personagem com cara de tonto… esse, sem dúvida, se tornou o meu favorito da história. Que carisma!
“A flor tem que ser de cerejeira…
e o homem tem que ser Kuwabara!”
Épico!!!
Mais do que desenhos… memórias
Olhando hoje, fica claro que não eram apenas desenhos.
Eram momentos.
Eram sentimentos.
Eram experiências que ficaram gravadas na memória e ajudaram a formar quem a gente é. Cada episódio assistido… cada abertura cantada… cada cena lembrada até hoje…Tudo isso faz parte da nossa história.
💬 E você?
Agora eu quero saber de você:
Quais animes marcaram a sua infância nos anos 90?
Me conta nos comentários — eu vou adorar relembrar junto com você.
E se você também sente essa saudade boa dessa época…
Fica por aqui.
Porque ainda tem muita nostalgia pra gente viver juntos.

